Por Miriam Silva
O programa para a educação lançado pelo Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, admite o estabelecimento de cotas em universidades para negros e estudantes da rede pública e promete reverter o atual processo "predatório" de municipalização do ensino.
O Brasil é o único país a disponibilizar vagas para negros ou pardos na rede publica. A primeira instituição privada de ensino superior a adotar cotas para negros de seus dois cursos iniciais, Administração Geral e Administração Financeiras. Até 50% (e no mínimo 30%) das vagas da Faculdade Zumbi dos Palmares, criada pela organização não-governamental (ONG) paulista Afrobras, serão destinadas a estudantes afrodescendente.
Só o fato de disponibilizar cotas para negros em faculdades, já se torna um preconceito, porque se fosse para pessoas de baixa renda, independente de cor ou de raça, seria o mais indicado, mas disponibilizar cotas somente para os negros, parece que são incapazes, e insuficiente para entrar na faculdade, pêlos seus próprios método, tem a mesma capacidade de qualquer outra pessoa.Não é pequena a frustração dos jovens que tiram nota válida no vestibular e são preteridos pelo sistema de cotas.
O Morador de Bangu (zona oeste do Rio), Daniel inscreveu-se no vestibular pelo sistema de cotas, mas o considera uma "muleta", de acordo com entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo. No seu caso, as cotas não foram determinantes para que conseguisse entrar na universidade. Sua pontuação foi de 98, 25, sobre um total de 100, apenas um ponto abaixo do primeiro lugar geral. Para o futuro médico, o sistema é "um paliativo", que pode até ajudar muitas pessoas de imediato, mas não resolverá a questão da inserção do negro na sociedade. "O que precisa acontecer mesmo é a recuperação da escola pública. Sem isso, não haverá sistema de cotas que resolva", completa.
O negro quer escola, quer professores, quer infra-estrutura, quer a qualidade como princípio de justiça social. O negro quer ser cidadão sendo negro. O negro não quer privar-se de si mesmo para ser cidadão duma sociedade onde poucos têm o direito de assim ser.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
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