terça-feira, 12 de junho de 2007



"As tribos que não são de índios ".
Por Miriam Silva


Créditos:internet
Existe uma tradição entre os adolescentes há muito tempo, de se dividirem em grupos cohecidos como tribos urbanas. Apesar de ser uma tradição, houve algumas mudanças.
Nos anos 60 e 70 as tribos geralmente se reuniram por questões sociais, econômicas, políticas etc. Hoje, porém, os adolescentes se reúnem em tribos muitas vezes por questões de modismo.
As tribos atuais se unem pelo estilo de roupa, música, enfim, de interesses em geral.
Cada tribo tem seu nome e suas gírias. As tribos mais populares são: patricinhas patys e mauricinhos boys, clubbers, skaters skatistas, góticos darks, surfers surfistas, plocs etc.
Um exemplo disso é a rivalidade entre roqueiros e os pagodeiros, que acabam brigando por escutarem estilos musicam tão diferentes. O pagode, que fala geralmente de rejeição amorosa, e o rock, que geralmente fala de ira.
A adolescente Maria Clara Monteiro, de 16 anos faz parte da tribo gótica e diz que o que a influenciou a se juntar a essa tribo foi o estilo musical, pois o rock é o que ela curte. Conquistou amigos que gostam das mesmas coisas como roupas pretas e as mesmas bandas como Lagrimosa, Naquinacol, Limoborge, Tristania e outras.
“Eu sofro muito preconceito. As pessoas me olham estranho e acham que sou do mal pelo fato de vestir roupas pretas e de ouvir rock. Acham que é coisa do demônio, mas o rock tem seu lado bom, do bem. O mau julgamento é o pior sentimento.” Maria Clara
Já o Gustavo Amaral de 24 anos, estudante de jornalismo, pertence à tribo de skatistas. Ele diz que desde criança foi criado brincando nas ruas, assim, cresceu e viu que o esporte que cabia com o estilo de vida que ele sempre teve foi o skaite. Entrou nessa tribo a mais de sete anos sendo uma combinação perfeita, pois juntou o esporte com o que ele mais gosta. O lugar predileto dos skatista é no “pico”, nas gírias seria o lugar onde acontecem os campeonatos, ou seja, a pista dos skatistas.
Além do estilo despojado dos skatistas, eles trazem o seu estilo para os shoppings e passarelas do Brasil. A máxima de que nada se cria, tudo se copia, parece caber perfeitamente ao mundo da moda. Os copiados desta vez foram os skatistas, que com seu jeito próprio de vestir tem inspirado tanto as passarelas do universo fashion quanto a roupa do dia a dia.Foi-se o tempo em que quem usasse este tipo de roupa era discriminado. No Brasil, depois que marcas famosas lançaram coleções com peças do vestuário dos skatistas, o estilo saiu do gueto e alcançou as ruas.Já existem varias lojas especializadas neste tipo de roupa. São as tribos lançando no mercado o seu estilo de viver.

Essas são algumas das muitas tribos existentes:


Patricinhas e Mauricinhos: É a tribo em que os "membros" vivem em função da moda. Normalmente, para fazer parte dessa tribo, é necessário ter uma boa condição financeira (ou criatividade), pois os acessórios e roupas não custam muito barato.

Clubbers: Os clubbers vêem os DJs como deuses e a danceteria como seu templo. Usam trajes muito coloridos, acessórios modernos, penteados e cortes excêntricos. A música dominante é o Techno, o trance, house etc.

Skaters: Essa é a tribo em que as pessoas se unem pelo esporte que praticam, o skate. Não é muito fácil reconhecer um skatista, mas geralmente eles usam roupas bastante largas, de cores neutras.

Góticos: músicas melancólicas, poesias com assuntos mórbidos, roupas escuras e maquiagem bastante carregada: basicamente, essa é a vida de um gótico. Eles amam e vivem em função do "dark". A banda inglesa The Cure mostra o puro espírito da tribo dos góticos.


Surfers: Os surfistas dão tudo (literalmente) pela onda perfeita. Seu uniforme é: bermuda de tac-tel, óculos escuros tipo aviador, camiseta regata e cabelos compridos. Tudo isso, de preferência, numa praia, claro.

Plocs: Queria tanto que minha infância voltasse! Essa é uma frase que não está no vocabulário de um ploc. Como ainda não foi inventado um meio de voltar à infância, eles usam acessórios, roupas e obviamente brinquedos infantis. Os ídolos líderes entre eles são Hello Kitty, Meninas Superpoderosas, Piu, e por aí vai.

Jiu-jiteiros: Pick-up preta, Pit bull na janela, orelha toda ralada (de esfregar no chão durante as lutas) e uma "Maria Tatame" (namorada) ao lado. Esse é o estilo dos jiu-jiteiros. Só um problema: eles usam as técnicas do jiu-jitsu para brigar.

Emo: Essa tribo se autodefine como um grupo de adolescentes sensíveis, carinhosos, sem preconceito, que curtem o emocore, uma vertente do punk com som pesado, mas com letras românticas. Mas o visual peculiar é o que mais chama atenção nesta moçada, que está na faixa dos 14 aos 20 anos.


As gírias de todas as tribos:


Clubbers
Bofe: homem bonito, é geralmente usado pelos gays da tribo.
Cyber: Pessoal com visual psicodélico. Por exemplo, existem os Cyber-punks - são punks mas usam o cabelo todo colorido.
Barbie: garota clubber. Usa roupas e acessórios coloridos. Não se esqueça dos piercings!
Visu: diminutivo de visual. "Você está no maior visu" quer dizer "você está superbem"
Rave: Festa clubber ao ar livre. Chegam a durar dias
Padrão: normal.
Prong: sem estilo, feio.
Zerado: Está tudo beleza, tudo bem. "Tô zerado!"

Skatistas
Jam: juntar a galera para andar de skate.
Backside: manobra de skate feita de costas .
Frontside: manobra de skate feita de frente.
Radical: legal, dez, muito bom, ótimo, maravilhoso.
Rad: abreviação de radical.
Slam: quando alguém cai do skate e se estoura.
Half: aquela pista circular onde os skatistas andam.É chamada de half porque é um "meio círculo" (half é metade em inglês)Rap, funk e hip-hop.
Beat: batida (de música)
À pampa: muito legalMano: irmão, amigo.
Mana: irmã, amiga.
Mina: menina, garota.
Mino: menino, garoto.
Bagaça: uma coisa. Por exemplo, "pega a bagaça"; ou detonar: "fulano bagaçou no show".
Chapô o coco: ficou doido, ficou bêbado.
Chegado: amigo.
É o que liga: é isso aí.
Gambé: polícia.
Vacilão: bobão.
SurfBig rider: surfista que é bom e gosta de pegar ondas grandes.
Drop: descer a onda até em baixo.
Swell: ondulação.
Lombra: efeito da maconha: "ficar lombrado".
Larica: fome Bro: abreviação de brother (irmão).
Pro: surfista profissional.
Maroleiro: surfista que gosta de ondas pequenas.
Pipeline: onda em formato de tubo.
Prego: surfista ruim´.
Só: pode crerRock metal - heavy metal.
Hardcore: rock parecido com o surf music.
Hard-coco: é a forma com que os metaleiros se referem ao hard-core, claro, tirando a maior onda.
Punk: estilo dos roqueiros anarquistas que usam coturnos e calças rasgadas.
Caruda: tá na cara.
Grounge: estilo dos roqueiros que gostam de Nirvana e bandas de Seattle (EUA) em geral.
Ficar vaca: ficar bêbado
Tosco: feio, estranho
Sonzera: som (música) muito bom: "Lá só tem sonzera".
Enfim, cada tribo com a sua cultura, com seus costumes e estilo de viver...




terça-feira, 5 de junho de 2007

Drogas destroi lares

Por Miriam Silva

O tráfico de drogas é o tráfico de substancia ilícita, entorpecentes.
No Brasil é a lei 6368 de 1976 que rege as normas contra o tráfico de drogas, e tais crimes são de responsabilidades da Policia Federal, mas a coisa tomou uma proporção tão grande que as autoridades, Polícia Federal ou qualquer órgão que seja do movimento para combater as drogas não esta funcionando, ela simplesmente alastrou.
Hoje as drogas se tornaram uma ameaça para todas as famílias, antes tinha uma concepção de que isso só aconteciam em famílias de baixa renda, e de favelas, mas não, hoje qualquer família esta sujeito a isso.
Em uma reportagem no programa do Fantástico, mostrava o desespero das famílias de classe média alta, levando seus filhos a força para as clinicas, que estava preso no quarto há dias usando drogas.
O depoimento de uns usuários, falando do seu drama, que não consegue mais sair desta vida, ela disse que o pior momento foi quando ela teve que contar para o pai, que era usuária de drogas, esta internada em uma clinica a mais de um ano, esse depoimento de uma usuária me emocionou, e emocionou a repórter a qual estava entrevistando, porque ela chorava muito e dizia que ela não deu nenhum gosto para o pai, enquanto as suas irmãs foi só motivo de alegria e orgulho, mas, que ela ira passar por cima de tudo isso, e vai fazer o seu pai se orgulhar muito.
Mas passou também uma reportagem muito interessante de Esmeralda Ortiz que era menina de rua, conseguiu sair das drogas, dar a volta por cima, hoje ela é jornalista, teve uma participação muito especial no Fantástico, com o repórter Caco Barcelos, muito bacana. Ela relatou um pouco da sua vida, construiu família, já tem filhos, tem casa.
O Caco Barcelos, disse que tinha um arquivo dela na Globo, quando ela estava morando na rua, mostrou a imagem, com roupas de homem, ela explicou que era uma forma de livrar do abuso sexual nas ruas, o Caco fez até uma comparação, que somente o sorriso continuava o mesmo, da época em que ela usava drogas, ms hoje ela era outra pessoa. A Esmeralda relata de forma muito triste o que ela passou.
Infelizmente essas drogas vêm para destruir os lares, mas que bom que ainda há pessoas que conseguiu passar por cima e hoje serve de lição, incentivo e motivação para aqueles que não consegue se desprender das drogas.

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